TEATRO / LÍRICO

TEATRO / LÍRICO: a ópera e suas fontes literárias
 Professor: Marcelo Diego Doutor em Literatura pela Universidade de Princeton 
Curso livre em quatro atos Theatro Municipal do Rio de Janeiro, 
Sala Mário Tavares – Avenida Almirante Barroso,14/16
Datas:06,13,27/11 e 04/12 
Terças-feiras, das 19h às 21h  
valor: 260,00 o curso inteiro. R$ 80,00 a aula avulsa
Professores e estudantes – desconto de 30%

Neste curso, estudaremos as origens literárias de algumas das óperas mais célebres do repertório atual. Compreendendo a ópera como, ao mesmo tempo, uma forma musical e um gênero teatral, investigaremos quais textos serviram de fonte para a confecção dos libretos e, consequentemente, para a criação das partituras. Reconstituiremos, na medida do possível, o caminho percorrido pelos libretistas e compositores, ao transportarem narrativas – algumas delas suas contemporâneas, outras que se perdem na noite dos tempos – da página para o palco. Para tanto, nos centraremos em quatro eixos (um por encontro), que dão conta dos principais temas que a ópera tomou de empréstimo à literatura, no arco da grande tradição lírica europeia, que vai da metade do século XVIII à metade do século XX. •

06.11: Jogos de cena, jogos de sedução.
Desde os seus primeiros tempos, a ópera foi considerada uma arte sensual, talvez pelo prazer estético que proporciona, talvez pelo virtuosismo orgânico que o canto lírico exige; não é de estranhar, portanto, que o desejo seja um dos seus temas privilegiados. Com essa ideia em mente, neste encontro trataremos do Don Giovanni e de Le nozze di Figaro, de Mozart, de Il barbiere di Siviglia, de Rossini, e da Carmen, de Bizet. •

13.11: Luzes e sombras da boêmia.
 Paris foi a capital do século XIX, e histórias sobre as suas luzes (a vida boêmia, o luxo dos salões) e sobre suas sombras (a exploração do trabalho, as doenças urbanas) alimentaram a imaginação romântica, na França e fora dela, difundindose por meio dos jornais, dos romances e, também, dos teatros. Para penetrar nesse universo, examinaremos La traviata, de Verdi, a Manon, de Massenet, e a Manon Lescaut, de Puccini.  

27.11: Perto e longe – visões do Oriente.
O olhar sobre o outro sempre foi um instrumento fundamental, uma espécie de espelho, para a cultura europeia enxergar a si mesma, e esse outro, na maior parte das vezes, foi a cultura oriental; daí a centralidade das representações do Oriente em obras seminais do Ocidente. Esse é o caso, por exemplo, do Otelo, de Verdi, da Madama Butterfly e da Turandot, de Puccini, que serão cuidadosamente analisados neste encontro. 

04.12: Amor de perdição. 
Como consumação física ou como êxtase espiritual, o erotismo foi figurado, em grandes clássicos da literatura, como contraface inseparável da morte: tratase do tema do casamento de Eros e Thanatos, da paixão sublime que leva à destruição dos apaixonados. A voragem do desejo torna-se ainda mais arrebatadora quando a narrativa é colorida pela música, como no caso das obras que serão passadas em revista neste encontro, o Tristão e Isolda, de Wagner, e o Billy Budd, de Britten