Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro  
   

Ballet

A história do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro começa em 1927, quando a bailarina Maria Olenewa funda  a primeira escola de dança do Brasil sediada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Olenewa, integrante da Companhia de Bailados de Leonide Massine que lecionara na Escola de Danças do Teatro Colón de Buenos Aires e dançara no Brasil em 1921, fixou residência no Rio de Janeiro. Animada com as aulas particulares de ballet que ministrava na cidade, toma a corajosa iniciativa, e inaugura a Escola de Dança do Brasil, dando início à formação de bailarinos para integrar um futuro Corpo de Baile.

Inicialmente, Corpo de Baile e Escola de Dança se fundiam numa única estrutura na apresentação de espetáculos, até que em 1936, foi oficialmente criado o Corpo de Baile com a separação definitiva entre escola e companhia profissional.

A partir de então, o BALLET DO THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO, hoje composto de 100 bailarinos dedicados em tempo integral ao seu trabalho, vem cultivando ao longo de sua existência a tradição na excelência de seu repertório, na escolha de grandes nomes para sua direção, e de contar com coreógrafos e bailarinos de prestígio internacional.

Em 1937 sob a direção de Olenewa  estreou a Primeira Temporada Nacional de Bailados.  De 1939 à 1943 o Ballet do Theatro Municipal foi dirigido por Vaslav Velchek. Igor Schwezoff dirigiria a brilhante Temporada de 1945. De 1950 à 1957, a bailarina e coreógrafa Tatiana Leskova ocupou a direção do Corpo de Baile, onde criou e remontou grandes balés dos quais participavam expoentes internacionais da dança.

Eugenia Feodorova estreou no Theatro Municipal em 1958 como Maitre de Ballet e coreógrafa e montou pela primeira vez na América do Sul, O Lago dos Cisnes completo. Nos anos 60 William Dollar sucede Feodorova. Em 1963,  Helba Nogueira estréia à frente do Corpo de Baile, e ainda em 63 Vaslav Veltecheck, que seria um dos maiores incentivadores da dança no país, retorna à direção do Corpo de Baile.  Dalal Achcar, diretora do Corpo de Baile em 1968, convida o coreógrafo Norman Thonson para a remontagem de Cinderela, de Prokofieff.

A década de 70 foi de grandes realizações.  Dennis Gray cria Prometeu,  com música de Beethoven, em 1973 George Skibine, coreógrafo convidado, monta Daphnis e Chloé, O Pássaro de Fogo e Les Noces de Stravinsky. Oscar Araiz em 1974, faz uma montagem moderna e muito pessoal de Romeu e Julieta  de Prokofieff.

Tatiana Leskova e George Garcia foram convidados para dar  início a um trabalho de reformulação do Corpo de Baile, que em 1977 passa a chamar-se Ballet do Theatro Municipal.  Nos anos 80 voltam ao Ballet as grandes montagens.  Com Dalal Achcar novamente na direção da Companhia,  são encenadas suas coreografias para Floresta Amazônica, de Villa-Lobos, O Quebra-Nozes, Don Quixote, La Fille Mal Gardée de Alexander Grand e ainda Giselle de Peter Wright.

Em 1987, quando Tatiana Leskova volta a dirigir a Companhia, o Theatro Municipal assume o status  de Fundação. Dalal Achcar preside-a em 1991, e o Ballet do Theatro Municipal teve como diretores a bailarina Nora Esteves e depois Dennis Gray. 

Em 1995,  Emilio Kalil  assumiu a Presidência da Fundação e convidou Jean-Yves Lormeau para ser Coordenador Artístico do Ballet. Neste período o Ballet do Theatro Municipal recebeu como professores convidados David Allen, George Garcia, Gilbert Mayer, Jacques Namont, Jaroslav Slavick,  Nanon Thibon, Aldo Lotufo, Consuelo Rios, Dora Lipka, Eugenia Feodorova, Eric Valdo, Ileana Lastres, Márcia Haydée, Tatiana Leskova, Alphonse Poulin, Emílio Martins, Miriam Guimarâes, Olivier Pardina, Piotr Nardelli, Rosália Verlangieri, Ricardo Nunes e Yelê Bittencourt.

De 1995 a 1998 ballets de coreógrafos de prestígio foram remontados: Napoli/Tarantelle e Konservatoriet de Bournonville, Suite en Blanc de Lifar, L’Après-Midi d’un Faune e A Sagração da Primavera de Nijinski, Les Noces de Nijinska, Prelúdios de Pederneiras, La Valse de R. Moreira, Resta Um de Lia Rodrigues, Cardinal de Dalal Achcar, Contra-Ataque de Regina Miranda, Paixão de Deborah Colker, Serenade de Balanchine, Grand Pas Classic de Gsovsky, Paquita de Petipa , La Sylphide de Lacotte, O Lago dos Cisnes versão de J.Y. Lormeau, Divertimento Nº 15 de Balanchine, Jeunehomme de Scholz, Concerto K 622 de Lubovitch, Magnificat de Araiz, Tempo de Tango de Arrieta, Larmes Blanches de Preljocaj, Les Présages de Massine, Daphnis et Chloé de Skibine e A Bela Adormecida versão de J.Y. Lormeau.

Em 1999 Dalal Achcar assume pela segunda vez a Presidência da Fundação e traz para coordenar o Ballet do Theatro Municipal Gustavo Mollajoli, ex-primeiro bailarino e ex-diretor do Ballet Estável do Teatro Colón de Buenos Aires. Para a temporada deste ano o Ballet do Theatro Municipal apresentou os ballets: O Circo dos Animais, Giselle, Coppélia, O Quebra-Nozes e mais um programa misto com obras de Ivonice Satie, Deborah Colker, Dalal Achcar e Oscar Araiz. Em 2000 a Companhia apresentou  A Floresta Amazônica (Dalal Achcar), La Bayadère versão completa de Makarowa, um Programa Contemporâneo com obras de Vicente Nebrada, Uwe Scholz, Ismael Ivo e Márcia Haydée entre outros, e O Morcego, ópera ballet com coreografia de Dalal Achcar.

Em 2001, nas comemorações do centenário de Verdi a Cia dançou As Quatro Estações de Mollajoli; A Megera Domada de Cranko; 3X América, com obras de Mollajoli, Martha Grahan, David Parsons; O Lago dos Cisnes de Makarova e O Quebra-Nozes de Dalal Achcar. Em 2002 tivemos as temporadas: Romeu e Julieta de Vasiliev com regência de Rostropovitch, Coppelia de Henrique Martinez e no final do ano, um programa misto - Os Grandes Ballets de Tchaikovsky.

Em 2003, assume a Presidência da Fundação a Professora Helena Severo que convida para  dirigir o Ballet do Theatro Municipal - Richard Cragun, e além de Giselle, e O Lago dos Cisnes, encenamos também os ballets Onegin de  Tchaikovsky e La fille Mal gardée, além de produções como: 7ª Sinfonia de Bethoven (Uwe Scholz) e Voluntaries (Glen Tetley).

Em 2005 Fauzi Mansur, ex-bailarino do Ballet do Theatro Municipal, é convidado para dirigir a CIA e encena os ballets La Fille Mal Gardée,  A Bela Adormecida e o ballet A Criação de Uwe Scholz e música de Haydn.

Em 2006 Sérgio Marshall é convidado para dirigir a companhia e planeja para o primeiro semestre os ballets: A Criação e Coppélia.  

 

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