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CORO
A história da criação dos corpos artísticos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro se confunde durante certo período com a história do Teatro Colón de Buenos Aires.
Quando foi inaugurado, em 1909, ele não possuía, ainda, os corpos artísticos. Durante sua primeira década (l909 - 1919) as companhias vinham completas da Europa, mais precisamente da Itália, aqui desembarcando com centenas de artistas que formavam o coro e a orquestra, além dos solistas, maestros, pianistas, bailarinos e demais profissionais. As temporadas líricas e de balé eram então organizadas pelos grandes empresários daquela época (Faustino da Rosa, Walter Mocchi, Ottavio Scotto) que dominavam as praças do Rio e de Buenos Aires e, em forma menor, São Paulo e Montevidéu. Se examinarmos os arquivos dos dois teatros, Municipal do Rio e Colón de Buenos Aires, encontraremos temporadas idênticas, com o mesmo repertório, mesmos nomes, mesmos cenários, mesmos sucessos e fracassos.
Na década seguinte (1920 - 1929) os empresários passaram a contratar músicos locais para completar suas companhias, em especial para a orquestra, isto porque já existiam orquestras nas duas cidades destinadas ao gênero sinfônico Mas, enquanto a orquestra era assim completada, o Coro continuava a ser importado, só que, agora, vinha, na maioria das vezes, da Argentina e não mais da Itália. Em 1925, entretanto, o Colón estabeleceu seus corpos artísticos estáveis e começou a implantar o principio da "municipalização" das temporadas, isto é, organizadas pela prefeitura. As primeiras temporadas ainda se serviram dos grandes empresários apontados acima, mas a partir de 1931 passaram a ser totalmente geridas pela municipalidade.
Isto trouxe conseqüências para o nosso Municipal: constatando-se que as temporadas de ópera e balé utilizavam cada vez mais elementos do país e, a partir daquela data, que os empresários relutavam em trazer orquestra e coro completos da Europa, economicamente inviável pela perda da praça de Buenos Aires, e estimulados pela solução portenha, partiu-se para uma solução idêntica.
Passada a tormenta econômica mundial dos anos 29 e 30 e, neste último, a vitória da revolução comandada por Getúlio Vargas, em 1931 o Interventor Federal da cidade do Rio de Janeiro, Adolfo Bergamini, chegou à conclusão de que seria vantajoso, sob todos os aspectos, criar uma orquestra e um coro permanentes, terminando com o sistema de contratação de músicos avulsos que vigorara nas duas décadas precedentes. Assim em 02 de maio de 1931, pelo Decreto nº 3.506, criou-se a Orquestra Sinfônica e o Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Para isto valeu-se Bergamini de dois professores do Instituto Nacional de Música, os maestros Luciano Gallet e Francisco Braga, e de dois maestros italianos residentes na cidade, Silvio Piergili e Salvatore Ruberti, aos quais ordenou a elaboração de um plano que, feito, resultou na criação da Orquestra e, posteriormente, na dos Corpos Artísticos Estáveis do Theatro Municipal (Orquestra, Coro e Ballet).
Na Temporada de Ópera daquele ano quem cantou foi, ainda, a Sociedade Coral Argentina. O Coro só se apresentou já organizado e completo em 1933, sob a regência de Santiago Guerra que foi seu maestro titular até 1975.O fato do maestro Guerra ter ficado este longo período como seu chefe, não impediu que o Coro tivesse vários maestros convidados para dirigi-lo em diversas ocasiões: Oscar Leone, Gianni Lazzari, Norberto Mola, Andrea Morosini, Romano Gandolfi.Após a aposentadoria do maestro Santiago Guerra foram seus diretores: Celso Cavalcanti, Zuinglio Faustini, Andrés Máspero (1978 – 1982), Manuel Cellario (1983 – 200). Atualmente Maurilio dos Santos Costa que responde pela regência.
O Coro se apresenta não apenas nas óperas das temporadas líricas – até hoje já cantou em 134 óperas diferentes – bem como em concertos onde haja obras corais, seja com a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, seja com outras orquestras para as quais é constantemente convidado, pois o Coro têm um vasto repertório que vai desde Monteverdi até os mais jovens compositores de hoje, sejam brasileiros, sejam estrangeiros.
Atualmente o Coro é composto por 91 coristas, sendo 25 sopranos, 11 mezzos, 8 contraltos, 26 tenores, 13 baritonos e 8 baixos.
Conheça abaixo os profissionais que fazem parte do Coro do Theatro Municipal:
Maestro Titular Maurílio dos Santos Costa
Maestro Assistente Jésus Ferreira Figueiredo
Coordenador Administrativo Vera Lúcia de Araújo
Assistente Administrativo Maria José de Siqueira Campos
Sopranos Carla Souza de Brito, Celinelena Ourique Nery Rodrigues Ietto, Claudia Franco de Araújo, Denise Albuquerque Brandão, Eliane Antonello Lavigne, Fernanda Schleder da S. Barros, Flávia Maria Alves Fernandes, , Helen Heinzle Sathler, Ivanesca Duarte Bittencourt de Carvalho, Jorgina Martins Pires, Juliana Lopes Castanho de Almeida, Kedma de A F B Teixeira, Leda Macedo Vaz Marques Leziria, Loide Mendonça Correa, Lúcia Goulart Bianchini, Magda Telles Loureiro, Márcia Brandão Santana Jamil, Marlene da Costa Guimarães, Marly Spiller Nascimento, Mônica Maciel Amaral, Netti Queiroz Szpilman Norma Teófilo e Silva, Regina Coeli Nunes Coimbra, Rosane Oliveira Constantino Aranda, Rose Maria Soares Páscoa, Rossanna Araújo, Wellen Maria da Silveira Barros
Tenores Alfredo de Barros Lyrio, Andre Távora Kacowicz, Arilton Siqueira, Aureo da Silva Colpas, Celso Mariano da Silva, Daniel Félix de Souza, Eliseo Sanches Pomar, Erick Alves de Oliveira, Geilson de Souza dos Santos, Geraldo Matias de Moraes, Ilem Gomes Vargas, João Alexandre O. de Lima, José Amado Rescala, Kreslin Guardia de Icaza, Lúcio Faria da Silva, Luiz Henrique Thiebaut Furiatti, Luis Ricardo Lopes, Manoel Pereira Mendes, Marcos Girão Menescal, Marcos Paulo de Oliveira Pinto, Mateus dos Santos, Paulo de Mello Menezes Filho, Pedro José Gattuso de Alvarenga, Ricardo Johny Tuttman, Robson Almeida Alves, Samuel Schileyas Taets, Silvio da Hora Alcântara, Weber Duarte Siqueira, Wilson Aguiar Filho, Wladimir da Silva Cabanas
Mezzo-Sopranos Carla Cecília N. Odorizzi, Cintia Cristina Francisca Fortunato, Claudia Parussolo Alves da Silva, Denise da Silva Souza, Gélcia Moreira Improta, Hellen Maximiano, Katya Mendes Kazzaz, Lahia Rachid Antonio, Lourdes Cristina Santoro Fernandez, Maiza Lima Gimenez, Ruth dos Santos Leitão Vilela.
Contraltos Carla Souza de Brito, Carolina de Faria Santos, Éster Silveira Santos, Miriam Silveira Santos, Rejane de Carvalho Ruas, Rejane Virmond Madeira, Rosana Pinheiro de Oliveira, Talita Santos Siqueira, Zelma Amaral da Rosa.
Barítonos Carlos Alberto Silvestre, Carlos Frederico de Assis, Ciro Fernandes D´Araújo, Fábio de Araujo Vicente, Fabricio Claussen, Francisco José Pires Neves, Ildebrando Ribeiro de Moura Netto, Leonardo Christian Agnese, Leonardo Pires da Fonseca Páscoa, Luiz Augusto Féres Noha, Luiz Kleber Lyra de Queiróz, Marcus Vinícius Moreira da Costa, Rodolpho Pires da Fonseca Páscoa
Baixos Ezequiel Decotteli da Silva, João Marcos dos Santos Albuquerque, Jorge Ignácio Mathias Lima, Jorge Luiz da Conceição Costa, José Maurício da Silva, Luis Gustavo Farina, Pedro Ismael de Oliveira Neto, Telmo Geraldo de Abreu Teixeira Cortes, Vandelir Camilo Neves Deolindo Mário
Pianistas Aurélio Vinicius Mehler, Priscila Lopes Bomfim
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