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Orquestra Sinfônica

Em 02 de maio de 1931, pelo Decreto nº 3.506, foi criada a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Para isto, o então Prefeito do Distrito Federal, Adolfo Bergamini, organizou uma comissão formada por dois professores do Instituto Nacional de Música, os maestros Luciano Gallet (1893-1931) e Francisco Braga (1868-1945), e dois italianos residentes na cidade, os maestros Silvio Piergili (1888-1962) e Salvatore Ruberti (1902-1975), a quem encomendou o projeto para a criação da orquestra.

 

Maestro Francisco Braga. c. 1931

Maestro Francisco Braga. c. 1931

Com os músicos recrutados através de concurso, em 05 de setembro de 1931 a OSTM fazia seu primeiro concerto, tendo como solista o tenor Tito Schipa (1888-1965), sob a regência de Francisco Braga, que se tornou seu primeiro maestro titular. Em 1934, o prefeito Pedro Ernesto (1884-1942) determinou um acréscimo no número de seus elementos de modo a proporcionar um maior rendimento artístico e a abordagem de repertórios mais complexos.

 

O maestro Francisco Braga foi o titular nas três primeiras temporadas, quando um problema cardíaco o afastou da atividade como regente. O maestro Henrique Spedini (1892-1973), violinista da orquestra e eventual substituto de Braga, foi escolhido o novo titular em votação pelos músicos, realizada em junho de 1934. Spedini se conservou no cargo por vinte e cinco anos.

 

Henrique Spedini

Henrique Spedini

Aposentado em 1959, teve como sucessor o maestro Mário Tavares (1928-2003) que, em 1962, indicou o maestro Henrique Morelenbaum para maestro adjunto, cargo criado naquele ano.

mario tavares

Mario Tavares

 

Com a aposentadoria do maestro Tavares, em 1998, foi nomeado como titular, no ano seguinte, o maestro Silvio Barbato (1959-2009), que permaneceu no cargo até 2007. Com o afastamento de Barbato, o maestro Guilherme Bernstein Seixas tomou o seu lugar. Ele exerceu a função por pouco mais de um ano, substituído por Silvio Viegas, que assumiu o posto em 30 de julho de 2008 e finalizou seu compromisso com a OSTM em 22 de fevereiro de 2016. A partir dessa data, o maestro Tobias Volkmann tornou-se o regente titular até maio de 2018. Nesse mesmo mês a batuta da OSTM passou para as mãos do maestro Cláudio Cruz, que finalizou seu trabalho com a orquestra em 7 de janeiro de 2019. De janeiro a Julho de 2019 o Maestro Titular foi Luiz Fernando Malheiro. O atual maestro titular do Theatro Municipal é Ira Levin, nomeado em 13 de setembro de 2019.

Silvio Viegas

Silvio Viegas

Silvio Viegas

Tobias Volkmann

Claudio Cruz

Claudio Cruz

Luiz Fernando Malheiro

Luiz Fernando Malheiro

Ira Levin

Ira Levin

 

Alguns dos maiores nomes da regência têm dirigido a orquestra como Ettore Panizza, Tullio Serafin, Gino Marinuzzi, Gennaro Papi, Albert Wolff, Fritz Bush, Erich Kleiber, Eugen Szenkar, Karl Elmendorff, Hans Swarowsky, Edoardo Di Guarnieri, Antonino Votto, Werner Janssen, Oliviero de Fabritiis, Jean Paul Morel, Francesco Molinari-Pradelli, Eleazar de Carvalho, Ettore Gracis, Jacques Pernoo, Antonio Tauriello, Anton Guadagno, Michelangelo Veltri, García Navarro, Romano Gandolfi, Mstislav Rostropovitch, Neeme Jarvi, Gabor Ötvos e Anton Nanut. A orquestra foi dirigida também por compositores como Igor Stravinsky, Paul Hindemith, Heitor Villa-Lobos, Francisco Mignone, Oscar Lorenzo Fernandez, Radamés Gnatalli, José Siqueira, Camargo Guarnieri, Guerra-Peixe e Cláudio Santoro, entre outros.

 

Ao longo de sua trajetória a OSTM não só se dedicou ao repertório lírico e de balés, como também ao sinfônico, realizando concertos no Theatro Municipal, Sala Cecília Meireles, Teatro João Caetano e Museu de Arte Moderna, dentre outros espaços. Desenvolve importante ação cultural apresentando-se para um público muito amplo e diversificado em inúmeras cidades do Estado do Rio de Janeiro, tendo participado também de eventos como os Festivais de Música da Guanabara, o Festival Villa-Lobos, a Bienal de Música Brasileira Contemporânea e o Projeto Aquarius. Realizou também inúmeras estreias de obras dos principais compositores brasileiros, muitas vezes sob a direção dos próprios autores.

 

Atualmente a Orquestra possui um quadro de 114 instrumentistas, sendo 76 músicos efetivos e os demais contratados de acordo com o repertório a ser apresentado.

 

Bacharel em Regência Orquestral, em Órgão de Tubos e Mestre em Acústica Musical pela Escola de Música da UFRJ, onde também foi Professor Substituto de Regência Orquestral. É Maestro Titular do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde trabalha desde 1999, atuando ainda com a Orquestra Sinfônica na preparação e regência de Concertos, Óperas e Balés.

 

Em 2010, ganhou o prêmio ‘Primeiro Lugar em Regência de Ópera’ na 4ª Edição do Concurso Nacional da Ópera de San Juan, na Argentina. Já regeu diversas orquestras no Brasil – como a de Câmara do Amazonas, Filarmônica do Ceará, Sinfônicas de Minas Gerais, de Barra Mansa, Sinfônica da UFRJ, Sinfônica Nacional da UFF, Sinfônica Brasileira, Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro – e na Argentina, como a Acadêmica do Teatro Colón de Buenos Aires, Universidade Nacional de Cuyos e a da Ópera de San Juan.

 

Como Maestro de Coro de Ópera, recebeu o Prêmio Sharp (1999) e o Prêmio APCA de melhor CD de Música Erudita (1998) pela gravação da ópera Colombo, de Carlos Gomes, realizada pela UFRJ. Assinou a regência e direção musical das óperas Orfeo de Monteverdi, O Chalaça de Francisco Mignone, O Elixir do Amor de Donizetti, Orfeo de Gluck, O Cientista de Silvio Barbato, e Rei Arthur de Henry Purcell, espetáculo este classificado pelo jornal O Globo como um dos dez melhores de 2008.

 

Tem se dedicado ainda à regência de balés e sob sua direção já dançaram a Cia Brasileira de Ballet, a Escola do Teatro Bolshoi do Brasil e o Ballet do Theatro Municipal do Rio – em títulos como Les Sylphides de Chopin, O Quebra-Nozes de Tchaikovsky, Coppélia de Leo Delibes e Don Quixote de Minkus –, além de ter preparado a Orquestra Sinfônica que acompanhou em 2011 e 2012 as temporadas cariocas respectivamente do Ballet Kirov de São Petersburgo (Rússia), com O Lago dos Cisnes, e do Ballet do Alla Scala de Milão (Itália), com Giselle.

 

Como organista, foi solista junto às Orquestras Sinfônica Brasileira, no concerto de abertura da temporada, e Sinfônica do Festival Internacional de Campos do Jordão, com a Sinfonia nº3 para órgão e orquestra de Saint-Säens, em concerto que lhe rendeu uma bolsa de estudos em Órgão de Tubos na Universidade de Iowa (EUA).

 

Em 2013, assumiu a Direção Musical do Coro da Associação de Canto Coral, que tem se mantido com grande destaque no cenário musical brasileiro desde sua fundação em 1941.


FICHA TÉCNICA

Maestro Titular

Ira Levin  clique na seta para detalhes
Iran Levin

Ira Levin

Estudou com o lendário pianista Jorge Bolet no Instituto Curtis, mais tarde se tornando seu assistente. Também em Curtis estudou com Felix Galimir, Mischa Schneider e Mieczyslaw Horszowski, tocou com Leonard Bernstein e trabalhou por dois anos com Max Rudolf, um dos principais professores de regência do século XX, até ser contratado por Michael Gielen em 1985 para a Ópera de Frankfurt. Ocupou cargos como assistente de regência na Ópera de Frankfurt (1985-88), regente principal da Ópera de Bremen (1988-1996) e da Deutsche Oper am Rhein, Düsseldorf-Duisburg (1996-2002) e como maestro principal convidado da Ópera de Kassel (1994-1998). Foi diretor musical e diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo (2002-2005) e do Teatro Nacional em Brasília (2007-2010). Como maestro principal convidado do lendário Teatro Colon em Buenos Aires, de 2011 a 2015, realizou 12 grandes produções de ópera, incluindo as estréias americanas de Oedipe, de Enescu, e de Caligula, de Glanert, e muitos concertos sinfônicos. Já tocou com muitas orquestras e em casas de óperas em todo o mundo, incluindo a Ópera de Nova Iorque, o Grand Theatre Geneve, a Ópera de Dresden, Ópera de Leipzig, Ópera de Frankfurt, Ópera de Montpellier, Ópera Norske em Oslo, Ópera Norrlands em Umea, Cape Town Opera, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Theatro São Pedro em São Paulo, Ópera de Dublin, Sinfônica de Düsseldorf, Orquestra Sinfônica de Berlim, Orquestra Filarmônica de Duisburg, Orquestra Estatal de Hannover da Baixa Saxônia, Orquestra Bruckner em Linz, Badische Staatskapelle em Karlsruhe, Filarmônica de Bremen, Sinfônica Nacional de Taiwan, Orquestra Sinfônica Portuguesa de Lisboa, Orquestra Sinfônica do México, Filarmônica de Buenos Aires, Orquestra Sinfônica de São Paulo e todas as outras grandes orquestras do Brasil. As gravações de Ira Levin incluem dois CDs de obras do compositor americano Michael Colina com a Sinfônica de Londres e o Requiem de Colina com a Royal Scottish National Orchestra, todos no Fleur de Son e distribuídos por Naxos. A primeira gravação em estúdio da primeira edição, de 1899, da sexta sinfonia de Bruckner foi lançada no selo Lindoro. Sua gravação de obras de Reger com a Brandenburg State Symphony, incluindo sua orquestração das Variações e fuga sobre um tema de Bach opus 81, será lançada em breve pelo selo  Naxos. Suas mais de 40 publicações incluem várias transcrições para piano e cadências para concertos de Mozart, além de orquestrações para grande orquestra da monumental Fantasia Contrappuntistica de Busoni, Fantasia e Fuga sobre BACH de Liszt, do quinteto para piano de Franck, de cinco obras de Rachmaninoff, das Variações e fuga sobre um tema de Bach opus 81, de Reger, da Sonata para violino em si menor de Respighi e da Sonata para piano nº3 opus 5, de Brahms. Ira Levin foi o vencedor do primeiro prêmio da American National Chopin Competition em 1980. Ele continua a se apresentar em recitais e concertos, muitas vezes regendo do piano, incluindo obras de Bach, Mozart, Beethoven, bem como o segundo concerto de Brahms, que ele regeu e tocou pouco tempo após o cancelamento de um grande solista.

 

Maestrina Assistente

Priscila Bomfim  clique na seta para detalhes
Priscila Bomfim

Priscila Bomfim

Pianista e maestrina assistente da Orquestra Sinfônica no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Além de seu reconhecido trabalho como pianista, Priscila Bomfim desenvolve paralelamente carreira como regente, tendo sido a primeira mulher a reger óperas da temporada do Theatro Municipal – Serse, de Handel (2016), La Tragédie de Carmen, de Bizet/Constant (2017) Un Ballo in Maschera, de Verdi (2018) e Os Contos de Hoffmann, de Offenbach (2019). Apresentou-se em concertos à frente das Orquestras Sinfônica Nacional do Chile (Chile), Sinfônica Jovem de São Petersburgo (Rússia), Filarmônica de Minas Gerais (MG), Sinfônica de Santo André (SP), Sinfônica Cesgranrio (RJ) e Järvi Academy Sinfonietta (Estônia), durante cursos com os maestros Leonid Grin, Alexander Polianychko, Fabio Mechetti, Abel Rocha, Isaac Karabtchevsky, Neeme Järvi e Paavo Järvi. Em 2018, além de concertos com a Orquestra Sinfônica da Bahia, a Orquestra Académica Bomfim (Portugal) e a ópera de câmara Piedade, de João Guilherme Ripper, na Sala Cecília Meireles, foi uma das seis maestras escolhidas internacionalmente para participar da 4ª Residência do Linda and Mitch Hart Institute para Mulheres Regentes, do The Dallas Opera (Texas/EUA). Priscila nasceu e iniciou seus estudos musicais em Portugal. Na UFRJ, graduou-se em Piano, Regência Orquestral com o maestro Ernani Aguiar, e concluiu o Mestrado em Piano com um relevante trabalho sobre Leitura à Primeira Vista ao Piano. É maestrina da Orquestra Sinfônica de Mulheres do Rio de Janeiro, orquestra sinfônica que marca a representatividade feminina no meio musical no RJ.

Primeiros Violinos

Ricardo Amado (spalla), Carlos R. Mendes (spalla), Gustavo Menezes (spalla) Andréa Moniz, Antonella Pareschi, Erasmo Carlos F. Junior, Angelo Dell’ Orto, Ayran Nicodemo, Fernando Matta, Suray Soren, Nataly Lopez, Ruda Issa, Ivan Scheinvar, Maressa Carneiro e William Doyle

Segundos Violinos

Marluce Ferreira, Marcio Sanches, Ricardo Menezes, Camila B. Ebendinger, Pedro Mibielli, Tamara Barquette, Oswaldo Luiz de Carvalho, Thiago Lopes Teixeira, Flávio Gomes, Pedro Henrique Amaral, José Rogério Rosa, Glauco Fernandes e Léo Ortiz

Violas

José Volker Taboada, Daniel Albuquerque, Luiz Fernando Audi, Eduardo Roberto Pereira, Geraldo Monte e Isabela Passaroto

Violoncelos

Marcelo Salles, Pablo Uzeda, Marie Bernard, Claudia Grosso Couto, Eduardo J. de Menezes e Fiorella Solares

Contrabaixos

Antônio Arzolla, José Luiz de Souza, Leonardo de Uzeda e Tony Botelho

Flautas/Flautim

Rubem Schuenck, Eugênio Kundert Ranevsky, Sofia Ceccato e Sammy Fuks

Oboés/Corne Inglês

Janaína Botelho e Adauto V. João

Clarinetes/Clarotone

Moisés A. dos Santos, Marcos Passos, Ricardo Silva Ferreira e Igor Carvalho

Fagote/Contraforgote

Márcio Zen, Ariane Petri e Carlos Henrique Bertão

Trompas

Philip Doyle, Ismael de Oliveira, Eduardo de Almeida Prado, Francisco de Assis e Daniel Soares

Trompetes

Jailson Varelo de Araújo, Jessé Sadoc do Nascimento, Wellington Gonçalves de Moura e Tiago Viana

Trombones

Adriano Garcia e Gilmar Ferreira

Trombone-baixo

Gilberto da Conceição Oliveira e Leandro Dantas

Tuba

Fábio de Lima Bernardo

Harpa

Silvia Braga

Tímpanos / Percussão

Eliseu Costa, Philipe Galdino Davis, Edmere Sales, Paraguassú Abrahão e Sérgio Naidin

Coordenador OSTM

Rubem Calazans

Assistente OSTM

Maria de Fátima M. Mota

Auxiliares Operacionais

João Clóvis Guimarães

Assistente de Montagem Teatral

Carlos Tadeu Soares

CONTATO OSTM: (55 21) 2332-9433 / 2332-9229