Notícias |
Rio de janeiro, 13 de junho de 2013.
ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA OS CURSOS DE FÉRIAS
DA ESCOLA ESTADUAL DE DANÇA MARIA OLENEWA
A Fundação Theatro Municipal – vinculada à Secretaria de Estado de Cultura – comunica que estão abertas as inscrições para os Cursos de Férias da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa, que serão realizados entre os dias 15 e 16 de julho de 2013.
Serão duas turmas para Nível Básico, três turmas para Nível Médio e uma turma para Nível Adiantado e Profissional.
Mais informações na secretaria da escola, pelo telefone (21) 2332-9129.

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Rio de janeiro, 24 de maio de 2013.
AVISO IMPORTANTE – ÓPERA A VALQUÍRIA
A Fundação Theatro Municipal comunica que o dia 14 de julho é a data de aniversário do Theatro Municipal, quando tradicionalmente é apresentada uma extensa programação com entrada franca.
No entanto, foram vendidos inadvertidamente alguns ingressos para a récita da ópera A Valquíria, de Wagner, no dia 14 de julho, quando a Casa completará 104 anos.
Os portadores de entradas compradas para a referida data podem efetuar a troca de tíquetes para outras apresentações ou pedir a restituição do valor do ingresso.
Para melhores esclarecimentos, favor entrar em contato pelos telefones (21) 2332-9220 / 2332-9005.
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Rio de Janeiro, abril de 2013.
Theatro Municipal do Rio recebe a terceira visita
de consultores da Accademia Teatro Alla Scala
Uma equipe da Accademia do Teatro Alla Scala, de Milão, esteve no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, esteve no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entre os dias 23 de março e 10 de abril, para a terceira visita de consultoria para a implantação do projeto Fábrica de Espetáculos, na Zona Portuária. Além de analisar o trabalho técnico realizado nos bastidores do TM, o grupo constituído por Nadia Nigris, Vice-Diretora Geral, Umberto Bellodi, Chefe do Departamento de Programas Internacionais; Dianella Chiodi e Marja Kuhtic, também veio conhecer um pouco o mundo dos espetáculos no Brasil. As primeiras reuniões de trabalho uniram a equipe italiana à Presidente da Fundação Teatro Municipal, Carla Camurati, o cenógrafo Gringo Cardia que integram o Conselho Diretor da escola da Fábrica de Espetáculos, a coordenadora da implantação do projeto, Ana Luisa Lima, consultores e profissionais convidados. No âmbito deste segundo pacote de trabalho, a idéia é estabelecer as bases para as futuras atividades do projeto, com foco especial na Formação de Formadores. Em breve, serão abertas inscrições para profissionais técnicos que desejam se preparar para se tornarem professores, mestres dos seus ofícios.
A premissa do projeto Fábrica de Espetáculos, que contém a futura Escola de Formação de Técnicos do Theatro Municipal é de fato, formar técnicos para todo o setor do espetáculo ao vivo, priorizando a requalificação e qualificação de uma mão de obra especializada, que atenda, sobretudo, ao Theatro Municipal. “É sabido que no Brasil este mercado representa um grande reservatório de propostas e oportunidades. Consequentemente, o trabalho de adaptação do modelo italiano levará em conta o real desenvolvimento do trabalho local, tanto em termos de procedimentos quanto do próprio mercado”, justifica Umberto Bellodi, consultor da Accademia para o projeto brasileiro.

Os cenógrafos Sérgio Marimba, Ronald Teixeira e Gringo Cardia (este, um dos idealizadores do projeto), e Umberto Bellodi, da Accademia Teatro Alla Scala: ênfase na "formação de formadores"

Daniel Evangelista, da Escola Spectaculu; Daniella Chiodi, Glória Demétrio, Marja Kuhtic, à esquerda; e Ana Luisa Lima, do Theatro Municipal: construção da didática para a Fábrica de Espetáculos
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Rio de Janeiro, 13 de março de 2013.
INGRESSOS À VENDA PARA A TEMPORADA 2013
As entradas para os espetáculos programados pelo Theatro Municipal já estão à venda na Bilheteria do TM, no site Ingresso.com ou pelo telefone (21) 4003-2330. Neste mês de março teremos o Concerto da série Música & Imagem Os Nibelungos, A Morte de Siegfried (dias 27, 28 e 30), com projeções de imagens do antológico filme de Fritz Lang e a trilha sonora original – composta por Gottfried Huppertz e adaptada por Frank Strobel – apresentada ao vivo pela Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. Em abril será a vez da ópera Aída, de Giuseppe Verdi (dias 20, 23, 26, 28 de abril e 1º de maio), espetáculo que há 27 anos não é levado no palco do TM. Ainda no mês de maio e no começo de junho, será apresentado o ballet O Lago dos Cisnes (24, 25, 26, 28, 29, 30, 31 de maio; 1º e 2 de junho), com o Ballet, Coro e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal. No mês de julho será montada a ópera A Valquíria, de Richard Wagner (dias 14, 17, 19 e 21), com solistas convidados, Coro e a Orquestra Sinfônica do TM.

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Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 2013.
THEATRO MUNICIPAL FIRMA ACORDO ARTÍSTICO
E EDUCACIONAL COM A ROYAL OPERA HOUSE
As instituições assinaram termo de parceria com a presença
de Tony Hall, executivo chefe da instituição britânica
A Fundação Teatro Municipal, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura (SEC), selou uma parceria artística e educacional com a Royal Opera House, nesta quinta-feira, 28 de fevereiro, às 11 horas, no Foyer do Balcão Nobre do Theatro Municipal. A presidente da FTM, Carla Camurati, e o executivo chefe da importante instituição inglesa, Tony Hall, assinaram o termo de parceira prevista para durar até 2016. Na breve solenidade, que teve como mestre de cerimônias a primeira bailarina do TM, Ana Botafogo, compareceram personalidades de variadas áreas da cultura e autoridades, a exemplo da Subsecretária de Relações Institucionais da SEC, Olga Campista, e do Subsecretário de Planejamento e Gestão da SEC, Mário Cunha, das coreógrafas Dalal Achcar e Tatiana Leskova, do diretor do Royal Ballet, Kevin O’Hare, do cenógrafo e designer Gringo Cardia, do Diretor de Artes do British Council, Luiz Coradazzi e do produtor teatral inglês Paul Heritage, além dos Maestros Silvio Viegas (titular da Orquestra Sinfônica do TM) e Maurílio dos Santos Costa (Coro do TM) e dos coreógrafos Hélio Bejani (diretor do Ballet do TM) e Maria Luisa Noronha (Diretora da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa).
A Presidente da FTM agradeceu a presença de todos também em nome do Governador Sérgio Cabral e da Secretária de Estado de Cultura Adriana Rattes, que não puderam estar presentes, dando as boas-vindas ao ilustre Tony Hall e a equipe da Royal Opera House. “Esta parceria está sendo construída. As duas Casas são templos culturais no Brasil e na Inglaterra e têm muitos objetivos em comum. Acabamos de fazer um trabalho lindo na área de educação, na semana passada (referindo-se ao Simpósio Dança Para a Vida e às masterclasses com mestres do Royal Ballet para crianças e jovens), e estamos sabendo o que vamos levar para Londres”, afirmou Carla Camurati, lembrando que a estreia da Gala Opera House, em 1º de março, celebra o início desta união. Maravilhado com a beleza do Theatro Municipal, Tony Hall enfatizou que está bastante entusiasmado com esta ação conjunta entre as duas casas. “Esta é uma oportunidade surpreendente. Nós realmente estamos apreciando muito nossas conversas e a troca de experiências que começamos a fazer”, declarou o executivo chefe da ROH.
No termo de parceria entre o Theatro Municipal e a Royal Opera House, além do compartilhamento técnico, estão previstos projetos de ensino no Brasil e na Inglaterra, iniciativas conjuntas para formação de plateia e desenvolvimento de capacitações de professores de artes em ambos os países. Os trabalhos seguirão os moldes do acordo assinado entre a Royal Opera House e o Centro Nacional para as Artes Performáticas de Beijing, um modelo dos melhores métodos internacionais no intercâmbio de ideias e conhecimentos.
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Carla Camurati e Tony Hall
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Ana Botafogo - Abertura da cerimônia
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Tony Hall assina o termo de parceria
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Tony Hall, Carla Camurati e Luiz Coradazzi
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Maria Luisa Noronha, Ana Botafogo e Dalal Achcar
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Maria Luisa Noronha, Carla Camurati, Tony Hall, Kevin O'hare e Dalal Achcar
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Olga Campista (Subsecretária de Relações Institucionais da SEC), Ciro Pereira (Diretor da Central Técnica de Produções do TM) e
Mário Cunha (Subsecretário de Planejamento e Gestão da SEC)
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Kevin O'Hare (Diretor do Royal Ballet), Eric Frederic (Maître e Ensaiador do BTM), Maria Luisa Noronha e Ana Botafogo
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Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 2013.
Theatro Municipal e Royal Opera House realizam simpósio sobre ballet com apoio do British Council
O primeiro resultado da parceria firmada entre o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a Royal Opera House (ROH), de Londres, foi concretizado nesta quinta-feira, dia 21, com a abertura do ‘Simpósio Balé Para a Vida’, no Teatro B, localizado no Prédio Anexo do TMRJ. O evento com apoio do British Council – por meio do Programa Transform, de intercâmbio cultural e artístico entre o Brasil e o Reino Unido – é constituído de debates e workshops voltados para profissionais de dança, professores e diretores de escolas de ballet, pondo lado a lado nomes brasileiros como Dalal Achcar, Ana Botafogo, Silvia Soter e Eduardo Bonito aos dos ingleses Paul Reeve – Diretor de Educação da ROH – e Clare Thurman – Gerente Educacional de Ballet da ROH.
A Presidente da Fundação Teatro Municipal, Carla Camurati, deu início aos trabalhos, enaltecendo a importância do encontro e a satisfação em receber a equipe de diretores e professores do Projeto Chance do Dance Company, do Royal Ballet. “É uma alegria dar este primeiro passo na parceria entre o Theatro Municipal e a Royal Opera House. Estou feliz por viver esta troca de experiências em busca da excelência na dança”, comentou a Presidente, antes de agradecer a atuação fundamental do British Council para viabilizar o evento e passar a palavra para Lucimara Letelier, Diretora Assistente de Artes do BC. “O Programa Transform sela o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Grã-Bretanha até 2016 e já congrega 40 instituições brasileiras e 25 britânicas”, afirmou a diretora.
Mesa redonda
Paul Reeve e Clare Thurman conduziram o simpósio, fizeram uma apresentação sobre a instituição Royal Opera House e explanaram detalhes do Projeto Chance do Dance. Na sequência houve exibição de um vídeo que mostra aulas de dança com crianças e entusiasmados depoimentos dos alunos no Royal Ballet. Após o intervalo foi promovida uma mesa redonda com apresentação de Reeve e Clare Thurman, que teve como palestrantes a coreógrafa Dalal Achcar, a primeira bailarina do TM Ana Botafogo, a coreógrafa e maîtresse-de-ballet Eliana Caminada, a crítica e professora de Dança Silvia Soter e a bailarina e professora da Escola de Dança Livre da Maré Jeane Lima, com mediação de Eduardo Bonito, diretor dos festivais Panorama e Dança em Foco.
Ana Botafogo, madrinha do Projeto Dançando Para Não Dançar, que alcança mais de 500 crianças em quinze comunidades cariocas, sugeriu para discussão a questão “Como controlar o ensino da dança em um país tão grande, como o Brasil?”, com base em observações feitas em diversas escolas de dança de capitais e cidades brasileiras por onde tem se apresentado. Também destacou a importância do ensino de ballet nas escolas e ainda enumerou iniciativas educacionais do Theatro Municipal. “Estou há 32 anos no TM e vejo a Casa cada vez mais aberta à educação. Há projetos de Formação de Plateia, Intercâmbio Técnico, apresentações de Espetáculos Didáticos, manutenção da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa e a construção da Fábrica de Espetáculos”, afirmou Ana Botafogo.
Diretora de um Centro de Arte que leva seu nome, a coreógrafa Dalal Achcar encerrou a rodada de depoimentos. Levantou a importância da disciplina que a dança proporciona às crianças e alertou sobre a falta de mercado de trabalho para os profissionais da dança no país. “O país tem 6 milhões de estudantes de dança e o mercado não absorve os profissionais formados”, ponderou Dalal. Ela ainda chamou a atenção para a necessidade do aperfeiçoamento da qualidade de ensino da dança no país, para elevar o nível de conhecimento dos professores e, consequentemente, dotar os novos bailarinos de mais referências sobre o universo da dança. “Quando comecei a dar aulas em 1973, trouxe bailarinos do Royal Opera House ao Brasil para compartilhar seu conhecimento”, disse ela.
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Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 2013.
Informamos que os setores de Visita Guiada, Informações e Bilheteria voltam a funcionar em seu horário normal a partir de hoje. A exceção é para alguns dias do mês de fevereiro, em função dos desfiles pré-carnavalescos e do Carnaval no entorno do Theatro Municipal.
Os setores de Informações e Bilheteria não funcionarão nos domingos dias 3,10 e 17. No período do Carnaval, de 9 a 13 de fevereiro, os setores estarão fechados.
Não haverá Visita Guiada nos dias 1º, 02, 03, 08, 09, 10,11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19 e 20. Nestas datas estão incluídos o domingo e segunda-feira, dias em que normalmente não temos visitação.
VISITA GUIADA
Terça a sexta-feira
11h, 12h, 14h, 15h e 16h
Sábado
11h, 12h e 13h
Ingresso
10,00 (inteira)
5,00 (meia)
Lotação por visita: 50 pessoas
Telefones para informações e reservas de visitas:
21- 2332-9220 / 2332-9005
BILHETERIA
Segunda-feira a domingo
10h às 18h
INFORMAÇÕES
Segunda a sexta-feira
10h às 18h
Sábado, domingo e feriado
10h às 16h
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Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2013.
Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebe consultores da Accademia Teatro Alla Scala
Uma comitiva de cinco diretores e técnicos da Accademia Teatro Alla Scala passou uma semana trabalhando no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 26 de janeiro. Trata-se de uma visita técnica dos representantes da escola de formação da principal casa de espetáculos de Milão, na Itália, dentro do convênio que prevê consultoria e acompanhamento da construção da Nova Central Técnica de Produções do TM, no Porto Maravilha. Integraram o grupo Franco Malgrande, Diretor Técnico do Teatro Alla Scala; Nadia Nigris, Vice-Diretora Geral, Umberto Bellodi, Chefe do Departamento de Programas Internacionais; Dianella Chiodi e Marja Kuhtic. As primeiras reuniões de trabalho uniram a equipe italiana à Presidente da Fundação Teatro Municipal, Carla Camurati, o cenógrafo Gringo Cardia que integram o Conselho Diretor da escola da Fábrica de Espetáculos, a coordenadora da implantação do projeto, Ana Luisa Lima, consultores e profissionais convidados.
Malgrande, que permaneceu no Rio entre os dias 19 e 22, atuou, ao lado de Nadia, como consultor da Accademia para observar e avaliar as obras civis do complexo e o projeto arquitetônico, a cargo do escritório do renomado arquiteto Marcio Kogan, o Studio MK27. Já os demais participantes da equipe realizaram reuniões temáticas com profissionais e técnicos do Theatro Municipal, de variadas áreas, com vistas a formular o currículo pedagógico dos 22 cursos de formação a serem oferecidos na Escola da Fábrica de Espetáculos.
Sobre Franco Malgrande
Engenheiro por formação, Franco Malgrande é um dos responsáveis pela restauração e modernização do Teatro Alla Scala, em Milão, realizada entre 2002 e 2004. É coautor, com Elisabetta Fabri (responsável pela restauração da parte histórica) e Mario Botta (arquiteto autor do projeto de renovação, que incluiu uma cúpula de vidro), do livro Il Teatro Alla Scala: Restauro E Ristrutturazione. Malgrande é autor da mais espetacular renovação no Teatro La Scala, feita nos bastidores. Construiu uma torre cênica de 38 metros acima do palco e 18 metros abaixo. A estrutura conta com sete plataformas verticais e outras sete plataformas horizontais, que deslizam e compõem diferentes combinações, recriando o nível de palco. Tal inovação permite que três cenários possam ser instalados simultaneamente, o que possibilita realizar mais apresentações em cada temporada. Malgrande também é autor do projeto de cenotécnica do palco do Teatro Degli Arcimboldi, também em Milão, construído para abrigar espetáculos de ópera. É a maior casa de espetáculos da Itália e a segunda maior da Europa.

Equipes do Theatro Municipal e da Accademia Teatro Alla Scala: olhos atentos à explanação do arquiteto Márcio Kogan sobre o projeto
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Franco Malgrande, consultor da Accademia Teatro Alla Scala: apresentação do projeto da Nova CTP
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Reunião entre as equipes da Accademia Teatro Alla Scala e do Theatro Municipal, com o arquiteto Márcio Kogan (no centro): plantas da Fábrica de Espetáculos
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Rio de Janeiro, 04 de janeiro de 2013.
THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
TEM NOVA DIREÇÃO ARTÍSTICA

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, tem o orgulho de anunciar a contratação do consagrado Maestro Isaac Karabtchevsky, que assume a direção artística do Municipal. A vinda do regente para o TM era um antigo anseio da Presidente da Fundação Theatro Municipal, Carla Camurati, e da Secretária de Cultura, Adriana Rattes, que não se concretizava por compromissos profissionais de Karabtchevsky. O Maestro Silvio Viegas continua no Theatro, trabalhando ao lado do maestro Isaac e à frente da OSTM (Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal).
Com mais de quatro décadas de carreira, Karabtchevsky é considerado um ícone da regência no Brasil. Foi diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira de 1969 a 1994, e ao longo de 25 anos esteve à frente do Projeto Aquarius, um dos mais ousados programas de comunicação popular da América Latina, que reuniu ao longo do tempo milhares de pessoas ao ar livre e propiciou a formação de um público aficionado por música de clássica.
No decorrer de sua trajetória, Karabtchevsky atuou ainda como diretor artístico de diferentes orquestras e teatros fora do Brasil. Entre os exemplos estão a Orchestre National des Pays de la Loire (2004 a 2010), o Teatro La Fenice, de Veneza (1995 a 2001), Tonkünstlerorchester de Viena (1988 a 1994). No país, foi diretor musical do Theatro Municipal de São Paulo e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Desde 2004, é diretor da Orquestra Petrobras Sinfônica, à qual imprime qualidade com sua vasta experiência no repertório sinfônico e visão de regente habituado a títulos do porte. Como o Navio Fantasma, Tannhäuser e Tristão e Isolda, de Wagner. Desde o início de 2011, Karabtchevsky dirige também a Sinfônica de Heliópolis, exercendo paralelamente a direção artística do Instituto Baccarelli.
Informações para imprensa: 2332-9238 / 8596-6489
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NA PONTA DA LÍNGUA – FEDERICO FERNÁNDEZ

Primeiro bailarino do Teatro Colón, de Buenos Aires, solista convidado a atuar como um dos intérpretes do Príncipe Quebra-Nozes, no ballet O Quebra-Nozes
AOS 26 ANOS, VOCÊ É O MAIS JOVEM ENTRE OS PRIMEIROS BAILARINOS DO TEATRO COLÓN E JÁ ESTÁ NO PRINCIPAL CORPO DE BAILE DA ARGENTINA HÁ 8 ANOS. COMO CONSEGUIU CONQUISTAR ESTE IMPORTANTE POSTO COM TÃO POUCA IDADE?
Como você diz, estou há 8 anos no Teatro Colón, onde ingressei aos 17 anos. Desde o meu primeiro ensaio foi como se fosse o primeiro bailarino. Desde então danço sempre os primeiros papéis de solistas e principais. Há mais de 4 anos, faço sempre os personagens principais e, por isso, neste ano, a diretora do Teatro Colón (Lidia Segni) me contratou oficialmente como primeiro bailarino.
O QUE TE ESTIMULA A PROGREDIR NESTA EXIGENTE CARREIRA?
O que me motiva é saber que sempre há mais para aprender, sempre há coisas novas para fazer e conhecer novos ballets. Também me sinto estimulado quando, ao dançar várias vezes um determinado ballet, poder dar um novo olhar, uma nova interpretação a cada vez. Eu gosto muito disso.
VOCÊ JÁ ATUOU NOS MAIS CONHECIDOS ESPETÁCULOS DE BALLET NA ARGENTINA, NO BRASIL E EM OUTROS PAÍSES DA AMÉRICA DO SUL. QUAIS OS SEUS PERSONAGENS PREFERIDOS?
Meus papéis dramáticos preferidos são os protagonistas do ballet Manon (música de Jules Massenet e coreografia de Kenneth McMillan) e do ballet Margarita e Armando (música de Franz Liszt e coreografia de Frederick Ashton). Quando falo de espetáculo de fantasia, o papel de que mais gosto é o Príncipe Quebra-Nozes, de O Quebra-Nozes. Cada vez que danço, interpreto o príncipe de uma maneira diferente. Também gosto muito de fazer.
Os papéis mais importantes que dancei são os protagonistas de Manon, de Margarita e Armando e o de O Corsário, na versão completa do American Ballet Theatre, além dos personagens principais de A Bela Adormecida, Don Quixote, e mais obras de George Balanchine, entre outras.
QUANTAS VEZES JÁ DANÇOU O QUEBRA-NOZES NO DECORRER DE SUA TRAJETÓRIA ARTÍSTICA E QUE PAPÉIS INTERPRETOU?
Já dancei muito este ballet. Somente este ano, já fiz 35 apresentações de O Quebra-Nozes e tive umas 15 bailarinas diferentes como partners. Dancei a versão completa de Vicente Nebrada no Teatro Teresa Carreño (principal casa de espetáculos de Caracas, na Venezuela) e também com a Companhia Cisne Negro, em São Paulo. Ensaiei muito a versão de Nureyev no Teatro Colón, mais as versões de Raquel Rossetti, Lidia Segni, Mario Galizzi, Iñaki Urlezaga e a mais recente versão de Leonardo Reale, que dancei em Buenos Aires, em cidades do interior da Argentina, no Uruguai e no Chile.
QUAIS OS PROJETOS PROFISSIONAIS PARA 2013?
Há muitos projetos pessoais. Recentemente, formei um grupo integrado somente com os primeiros bailarinos do Teatro Colón para fazer uma turnê pela Argentina. Em algumas apresentações dessa turnê teremos a participação de bailarinos convidados do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Também terei uma temporada completa a cumprir no Teatro Colón, mais uma turnê pela Argentina e outra pelos Emirados Árabes. Além disso, tenho enorme desejo de voltar a dançar com esta bela companhia do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. E também voltar a dançar com Claudia Mota.
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NA PONTA DA LÍNGUA – FILIPE MOREIRA

Primeiro solista do Ballet do Theatro Municipal e um dos intérpretes do Príncipe Quebra-Nozes, no ballet O Quebra-Nozes
ANTES DE TORNAR-SE INTEGRANTE DO BALLET DO THEATRO MUNICIPAL, HÁ QUASE 10 ANOS, VOCÊ APERFEIÇOOU-SE EM IMPORTANTES COMPANHIAS COMO A CISNE NEGRO, DE SÃO PAULO. NO COMEÇO DA CARREIRA O QUE O MOTIVOU A ATINGIR A META DE SER UM GRANDE BAILARINO?
Bom; na verdade o motivo que me fez querer ser um bom bailarino foi o... MEDO. A primeira vez que eu pisei em um palco nesta vida eu senti um medo absurdo que foi da cabeça aos pés. Este sentimento foi aterrorizante. Quando a música começou, eu tive que dançar e enfrentar esse medo. E não foi que eu gostei desta sensação?! Naquele momento decidi que eu iria trabalhar até me tornar o melhor que pudesse ser para que um dia eu não sentisse mais medo. Isso me motivou muito. O engraçado é que, mesmo depois de anos e anos, eu nunca entrei no palco sem sentir medo (risos).
NOS BASTIDORES DA MONTAGEM DE O QUEBRA-NOZES, VOCÊ ÀS VEZES CIRCULA COM SEU FILHO HEITOR, DE 1 ANO E 2 MESES. QUANDO VOCÊ ERA CRIANÇA, TEVE ESSA EXPERIÊNCIA DE COXIA QUE O DESPERTASSE A VOCAÇÃO?
Infelizmente, a primeira vez que eu tive contato com um palco eu já tinha 18 anos. Minha família é bem provinciana, no bom sentido. Somos do interior de Minas: Poços de Caldas. Abençoado é meu filho de ter esta imensa oportunidade.
VOCÊ JÁ DANÇOU EM ALGUNS DOS MAIS CONHECIDOS ESPETÁCULOS DE BALLET NO BRASIL E NO EXTERIOR, SENDO SOLISTA EM ESPETÁCULOS COMO A BELA ADORMECIDA, GISELLE E A CRIAÇÃO. QUAL O PAPEL QUE MAIS GOSTA DE INTERPRETAR E POR QUÊ?
Bom; amei vários: os primeiros papéis masculinos de Giselle, o Albrecht, e de Romeu e Julieta. Mas, sem sombra de dúvida, meu personagem preferido é Onegin. Primeiro, porque é um ballet humano. A história é fantástica. Você cresce com o papel e envelhece com a história. Você agrada, corteja, esnoba, despreza, sofre, ama, se apaixona, chora, se arrepia e enlouquece. É uma vida inteira em um ballet.
QUANTAS VEZES JÁ ATUOU EM O QUEBRA-NOZES NO DECORRER DE SUA TRAJETÓRIA ARTÍSTICA E QUE PAPÉIS INTERPRETOU?
Bom; já devo ter dançado mais de 50 vezes como Príncipe Quebra-Nozes.
QUAIS OS PROJETOS PROFISSIONAIS PARA 2013?
Dançar o máximo que eu puder. Vencer meus medos e dificuldades, e viver da melhor maneira. Pois o que faço é o que sou e o que sou é a minha vida.
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NA PONTA DA LÍNGUA – DENIS VIEIRA

Primeiro solista do Ballet do Theatro Municipal e um dos intérpretes do Príncipe Quebra-Nozes, no ballet O Quebra-Nozes
VOCÊ COMEÇOU A ESTUDAR BALLET AOS 8 ANOS NA ESCOLA DO TEATRO BOLSHOI E, DEPOIS DE FORMADO, INTEGROU A COMPANHIA JOVEM DO BOLSHOI - BRASIL. QUEM TE ESTIMULOU E TE MANTEVE MOTIVADO PARA SEGUIR ESTA EXIGENTE CARREIRA?
Pois é. Comecei bem cedo, aos 8 anos. Mas foi por vontade mais minha do que da minha família a motivação e a paixão de dançar. Logo depois eles me ajudaram muito com todo o processo de vida que passei, que confesso, foi com muito suor e trabalho e disciplina.
COMO FOI A DECISÃO DE TROCAR JOINVILLE, SUA CIDADE NATAL E SEDE DA CIA. JOVEM BOLSHOI BRASIL, PELO RIO DE JANEIRO E INTEGRAR O BALLET DO THEATRO MUNICIPAL?
Não foi somente trocar de cidade e sim a minha vida, totalmente, dos amigos e dos colegas de trabalho. A minha meta sempre é progredir no meu trabalho e achei que estava, sim, na hora de deixar minha família russa que é e sempre será o Bolshoi. É a eles quem devo todo o meu respeito e quem sou hoje. Atualmente, estou recém-nomeado Primeiro Solista, à base de muito trabalho e disciplina, e só tenho a agradecer ao Theatro Municipal, à direção e aos professores pelas grandes oportunidades.
VOCÊ JÁ ATUOU NOS MAIS CONHECIDOS ESPETÁCULOS DE BALLET NO BRASIL E NO EXTERIOR. QUAL É O SEU PERSONAGEM PREFERIDO?
Sim; já dancei em Galas no Brasil e na Itália, quando eu pertencia ao Bolshoi. São experiências incríveis que só me fizeram crescer. Já interpretei personagens de Coppélia, recentemente, Onegin, Carmen, Don Quixote, Giselle, A Criação; produções do Theatro Municipal.
Meu personagem favorito, faz pouco tempo que interpretei. Foi Onegin, personagem dramático, o qual eu gostei muito de interpretar e pretendo fazer novamente. E foi na despedida da bailarina Bettina Dalcanale, que ajudou a ser mais emocionante. Sou grato a ela.
QUANTAS VEZES JÁ DANÇOU O QUEBRA-NOZES NO DECORRER DE SUA TRAJETÓRIA ARTÍSTICA E QUE PAPÉIS INTERPRETOU?
Bom; O Quebra-Nozes já dancei muitas vezes. É um ballet muito pedido e dançado todo ano.
QUAIS OS PROJETOS PROFISSIONAIS PARA 2013?
Os projetos profissionais para 2013: já foram alguns fechados, tanto dentro quanto fora do Theatro Municipal. No Brasil e no exterior. O resto vamos vendo no decorrer do ano.
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NA PONTA DA LÍNGUA – KARINA DIAS

Primeira solista do Ballet do Theatro Municipal e uma das intérpretes da Fada Açucarada no ballet O Quebra-Nozes
DESDE OS ESTUDOS NA ESCOLA DE DANÇA MARIA OLENEWA E O SEU INGRESSO NO BTM, VOCÊ JÁ ESTÁ HÁ QUASE 20 ANOS LIGADA AO THEATRO MUNICIPAL. COMO FOI A DESCOBERTA DE SUA VOCAÇÃO E A DEDICAÇÃO ATÉ TORNAR-SE UMA DAS PRIMEIRAS SOLISTAS DO BTM?
Na verdade, não temos consciência da nossa vocação no inicio, pois começamos ballet muito criança, geralmente, com cinco anos de idade. Acho que a maioria das meninas, principalmente, é levada por suas mães. Conforme o passar dos anos, aí sim, vamos tomando consciência de que realmente gostamos do que fazemos e a “vocação” vem naturalmente.
Falando da dedicação, acho que é total. Abdicar de tudo, de amigos, de passeios e de festas para se dedicar inteiramente à dança. A essa dedicação chamo de “foco”, coisa que aprendemos a ter desde criança.
VOCÊ JÁ PARTICIPOU COMO CONVIDADA DE ALGUNS FESTIVAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS DE BALLET. HÁ ALGUM ESPETÁCULO EM ESPECIAL QUE DESEJE DANÇAR OU ALGUM BAILARINO ESTRANGEIRO EM PARTICULAR COM QUEM GOSTARIA DE DIVIDIR O PALCO?
Já participei sim de alguns festivais nacionais e internacionais. Poderia ficar aqui falando de vários ballets nos quais gostaria de dançar, mas não tem nenhum em especial. Acho que todos são especiais. Quanto ao bailarino também, tive a sorte de dividir o palco com alguns e fico grata por isso.
VOCÊ JÁ ATUOU NOS MAIS CONHECIDOS ESPETÁCULOS DE BALLET NO BRASIL E NO EXTERIOR. QUAL É O SEU PAPEL PREFERIDO E POR QUÊ?
Bom; eu tenho alguns que adorei fazer, mas o ballet especial para mim é Coppélia, um ballet com o qual me identifico muito.
QUANTAS VEZES JÁ DANÇOU O QUEBRA-NOZES NO DECORRER DE SUA CARREIRA E QUE PERSONAGENS INTERPRETOU NESTE BALLET?
Com O Quebra-Nozes tenho uma relação de muito carinho também. Acho que foi o ballet que retratou a minha evolução na carreira, pois comecei como ratinho, bombom… até chegar a Fada Açucarada.
QUAIS OS PROJETOS PROFISSIONAIS PARA 2013?
Meu projeto profissional para 2013? Estar realizada com o que estou fazendo, com muitos planos os quais quero realizar.
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NA PONTA DA LÍNGUA - MARCIA JAQUELINE

Primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal e uma das intérpretes da Fada Açucarada no ballet O Quebra-Nozes
VOCÊ COMEÇOU A ESTUDAR BALLET AOS 9 ANOS NA ESCOLA DE DANÇA MARIA OLENEWA E FORMOU-SE AOS 14, COM NOTA MÁXIMA. QUEM A INCENTIVOU A SEGUIR SUA VOCAÇÃO E A ESTIMULOU ATÉ CONQUISTAR O POSTO DE PRIMEIRA BAILARINA DO THEATRO MUNICIPAL?
Meus grandes incentivadores sempre foram meus pais. Mas, no decorrer dos meus estudos, eu tive três anjos na minha vida: Tia Regina e Tia Amelinha (que não estão mais aqui) e Tia Edy. Todas professoras da EDMO (Escola de Dança Maria Olenewa), que durante todo meu percurso por lá me ajudaram e apoiaram para nunca desistir. Com elas aprendi a disciplina e a determinação que precisava ter para chegar hoje no posto que estou.
VOCÊ JÁ VENCEU ALGUNS PRÊMIOS NO BRASIL E JÁ SE APRESENTOU NO EXTERIOR, A EXEMPLO DA GALA INTERNACIONAL DE MIAMI, NA QUAL REPRESENTOU O BRASIL, EM 2011. VOCÊ JÁ SE CONSIDERA REALIZADA OU AINDA TEM DESAFIOS PROFISSIONAIS A QUE SE IMPÕE A SUPERAR?
Tudo que eu consigo conquistar profissionalmente é uma vitória, mas sempre quero mais. Acredito que enquanto eu estiver dançando, quanto mais desafio, melhor. Ele é um combustível necessário para não desanimar. Me sinto realizada em tudo que já fiz até aqui, mas tenho muitas coisas que ainda não fiz e que pretendo, ao longo da minha carreira, conquistar. Uma delas é dançar como convidada em alguma companhia internacional. É uma experiência que está faltando na minha vida.
VOCÊ JÁ ATUOU NOS MAIS CONHECIDOS ESPETÁCULOS DE BALLET NO BRASIL E NO EXTERIOR. QUAL É O SEU PAPEL PREFERIDO E POR QUÊ?
Tem alguns (risos). Mas vou destacar um, que foi um personagem por quem me apaixonei: a Tatiana do ballet Onegin. Primeiro, porque para mim foi um grande desafio interpretar este papel. De todos, foi o mais diferente que já fiz e o mais maduro. É uma mulher machucada pelo amor não correspondido de Onegin e que encontra em Gremin a segurança e o afeto. Ela se casa com ele e, no final, rejeita o amor de Onegin, que se arrepende. Mesmo amando Onegin, ela é forte e fiel ao seu companheiro Gremin, que lhe deu o amor que ela tanto precisava. No final, manda Onegin ir embora de sua vida. O último pas de deux é algo inexplicável, arrepiante! Esse papel foi emocionante, forte e desafiador. Eu, realmente, me coloquei no lugar dela e me entreguei. E foi incrível.
QUANTAS VEZES JÁ DANÇOU O QUEBRA-NOZES NO DECORRER DE SUA CARREIRA E QUAIS PERSONAGENS INTERPRETOU NESTE BALLET?
Nossa; agora me pegou! Deixa eu lembrar (risos). Eu faço O Quebra-Nozes desde que eu era da Escola de Dança Maria Olenewa. Nessa época, eu fazia amigas de Louise e os pajens árabes. Depois, já na companhia, fiz Clara, Boneca II, Flocos de Neves, Chinesinha, Fadinhas, Valsa das Flores (corpo de baile e solista), Rainha das Neves e Fada Açucarada. Eu perdi as contas: acho que umas 10 temporadas.
VOCÊ TEM ALGUM ESPETÁCULO DE BALETT QUE NUNCA DANÇOU OU ALGUM PERSONAGEM QUE NUNCA INTERPRETOU.
Tem um personagem do ballet La Bayadere, que já dancei em outras posições, mas que nunca interpretei: é a protagonistas Nikiya. Tenho muita vontade de fazer esse papel.
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NA PONTA DA LÍNGUA - KAREN MESQUITA

Primeira solista do Ballet do Theatro Municipal e uma das intérpretes da Fada Açucarada no ballet O Quebra-Nozes
VOCÊ COMEÇOU A ESTUDAR BALLET AOS 3 ANOS DE IDADE. COMO DESCOBRIU SUA VOCAÇÃO PARA A DANÇA E PERSEVEROU NESTA ARTE ATÉ TORNAR-SE UMA DAS PRIMEIRAS SOLISTAS DO BALLET DO THEATRO MUNICIPAL?
Comecei no ballet com indicação médica devido a problemas motores. Porém, com o passar dos anos e com os problemas já resolvidos, comecei a me apaixonar pela dança e a empolgar-me a cada conquista. Foi isso que me incentivou a seguir em frente rumo a uma carreira promissora.
ANTES DE TORNAR-SE INTEGRANTE DO BALLET DO THEATRO MUNICIPAL, HÁ 2 ANOS, VOCÊ APERFEIÇOOU-SE EM IMPORTANTES COMPANHIAS COMO BADISCHES STAATSTHEATER KARLSRUHE, NA ALEMANHA, E NA CIA. BRASILEIRA DE BALLET. NO COMEÇO DA CARREIRA O QUE A ESTIMULOU A ALCANÇAR O OBJETIVO DE SER UMA GRANDE BAILARINA?
A paixão pela dança.
VOCÊ JÁ DANÇOU EM VÁRIOS ESPETÁCULOS DE REPERTÓRIO CLÁSSICO DO BALLET NO BRASIL E NO EXTERIOR. QUAL É O SEU PAPEL PREFERIDO E POR QUÊ?
Meu personagem preferido é a Kitri, de Don Quixote. Devido a sua intensidade, furor, beleza e alma festiva e, ao mesmo tempo, romântica que a personagem transmite. Um misto de paixão, audácia e sensualidade.
QUANTAS VEZES JÁ ATUOU EM O QUEBRA-NOZES AO LONGO DE SUA CARREIRA E QUAIS PERSONAGENS INTERPRETOU NESTE BALLET?
Cinco vezes. Fiz diversos papéis como, por exemplo, solos em Espanhola, Valsa das Flores e Dança Russa, Clara e Fada Açucarada.
QUAIS OS PROJETOS PROFISSIONAIS PARA 2013?
Manter uma carreira em alto nível, no que tange a qualidade. Aperfeiçoar-me cada vez mais, a fim de surpreender o publico, a crítica e enobrecer ainda mais o nome do Ballet do Theatro Municipal.
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NA PONTA DA LÍNGUA – CECÍLIA KERCHE

Primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal e uma das intérpretes da Fada Açucarada no ballet O Quebra-Nozes
Com intensa atuação internacional, você possui o título de Embaixatriz da Dança, concecido pelo CBD, órgão vinculado à Unesco/ONU. Após apresentar-se em capitais como Buenos Aires, Londres e Moscou, há algum lugar em que sonhe mostrar sua arte?
MAIS DO QUE SONHAR EM ME APRESENTAR EM PAÍSES DIFERENTES DE ONDE ESTIVE, TENHO COMO INQUIETUDE DE ARTISTA O DESEJO DE DANÇAR NOVOS BALLETS. TENHO VONTADE DE COMPOR MEU REPERTÓRIO COM OBRAS QUE POSSAM ME ENRIQUECER COMO INTÉRPRETE.
Nesta exigente carreira, qual a característica que mais a estimula a oferecer desempenhos cada vez mais brilhantes?
O DESAFIO.
Você já interpretou importantes personagens dos mais famosos ballets e até teve coreografias especialmente criadas para a sua performance, a exemplo da Fada Lilás, na montagem de A Bela Adormecida, no Albert Hall, de Londres; e quando atuou como protagonista de Romeu e Julieta, no Connecticut Ballet. Qual o seu personagem preferido e por quê?
SEM SOMBRA DE DUVIDA É GISELLE, PORQUE O AMOR DESTA PERSONAGEM É TRANSFORMADOR.
Quantas vezes já dançou O Quebra-Nozes no decorrer de sua trajetória artística e que papéis interpretou?
FORAM MUITAS VEZES. AQUI NO THEATRO MUNICIPAL FIZ DESDE CONVIDADA, A DONA CASA, A ÁRABE, A ESPANHOLA, FUI UMA DAS BAILARINAS DA VALSA DAS FLORES, ATÉ ATUAR COMO SOLISTA DAS PERSONAGENS RAINHA DAS NEVES E A FADA AÇUCARADA.
Quais os projetos profissionais para 2013?
AULAS, ENSAIOS, ESPETÁCULOS... E MUITOS, ESPERO!!!!
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Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2012.
Estamos iniciando uma série de breves entrevistas com os talentos do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, intitulada Na Ponta da Língua. Os convidados de estreia são integrantes do naipe de solistas do ballet O Quebra-Nozes, a primeira bailarina Claudia Mota e o primeiro solista Cícero Gomes.

NA PONTA DA LÍNGUA - CLAUDIA MOTA
Primeira bailarina do Ballet do Theatro Municipal e uma das intérpretes da Fada Açucarada no ballet O Quebra-Nozes
O QUE A DESPERTOU PARA O BALLET?
Eu estudava numa escolinha e tinha 4 anos de idade. Todas as minhas amiguinhas faziam ballet e eu mesmo pedi que minha mãe (Jussara Mota) me colocasse na mesma academia que elas. Foi na Academia Valéria Moreyra onde tudo começou...
QUEM TE INCENTIVOU A SE DEDICAR A ESTA EXIGENTE CARREIRA?
Minha mãe foi e é ainda hoje a minha grande incentivadora. Tive e ainda tenho grandes pessoas ao meu lado, como Dona Eugenia Feodorova, Dalal Achcar, Cecilia Kerche e Pedro Krazsczuk, mas minha mãe, sem dúvida, segurou toda e qualquer dificuldade comigo ao longo desses anos!!!
VOCÊ, QUE FOI PREMIADA COMO A MELHOR BAILARINA DA AMÉRICA LATINA, EM 1994, NO CONCURSO DEL CHACO, NA ARGENTINA, JÁ INTERPRETOU ALGUNS DOS MAIS IMPORTANTES BALLETS. QUAL O PAPEL GOSTA MAIS DE FAZER E POR QUE?
Sim. Já ganhei muitos concursos. Além desse Prêmio, também o de Melhores do Ano na América Latina, na categoria Artes Cênicas em 2006, como Melhor Bailarina. Sem dúvida, meu maior prêmio foi interpretar "Giselle", o ballet dos meus sonhos...
QUANTAS VEZES JÁ DANÇOU O QUEBRA-NOZES AO LONGO DE SUA CARREIRA?
Já perdi as contas de quantas vezes dancei O Quebra-Nozes, sinceramente... Mas todas as vezes foram muito especiais. A primeira vez foi em 1999 e, no Theatro Municipal em 2001. Foram muitos os partners: Francisco Timbó, Vitor Luíz, Enéas Brandão, Manoel Francisco, Denis Vieira e Thiago Soares (como bailarino do Theatro e depois já como Principal do Royal Ballet). Agora terei a honra de dançar com o Primeiro Bailarino do Teatro Colón, Federico Fernández.
QUAIS OS PLANOS PARA 2013?
Planos para o futuro (risos)? Estou muito feliz e ansiosa para o ano que vem! Acabo de receber uma proposta de Raquel Rossetti (ex-Diretora do Teatro Colón) e de Juan Lavanga, grande empresário argentino, que irão "cuidar" da minha carreira internacional. Já tenho convites para Argentina, Estados Unidos e aqui no Brasil. No mais, continuo com o meu trabalho de aprimoramento técnico e artístico com Cecilia Kerche e Pedro Kraszczuk.

NA PONTA DA LÍNGUA - CÍCERO GOMES
Primeiro solista do Ballet do Theatro Municipal e um dos intérpretes do Príncipe Quebra-Nozes, no ballet O Quebra-Nozes
COMO DESCOBRIU SUA VOCAÇÃO PARA O BALLET?
Sempre gostei de dançar. Ficava em casa dançando qualquer musica que tocasse e, quando eu tinha dez anos, pedi a minha mãe (Alcenir Gomes) que me levasse ao ballet. Então, ela me levou e lá estou até hoje!!!
QUEM TE ESTIMULOU E TE MANTEVE MOTIVADO PARA SEGUIR ESTA EXIGENTE CARREIRA?
Tive muitas pessoas que me ajudaram a continuar, mesmo com todas as dificuldades, mas acredito que minha mãe foi a peça fundamental. Eu já não morava com ela desde os 13 anos, por causa do meu sonho de ser bailarino. Fui morar na Europa aos 13 e, em vários momentos de desistência, ligava pra ela. Minha mãe nunca permitiu que eu voltasse pra casa. Ao contrario do que seria normal, ela sempre falou "esse é o teu sonho e você não vai desistir e ser uma pessoa frustrada. Você vai continuar no Rio e vai chegar onde você sonha e deseja. Passar por dificuldades faz parte da vida e vai te tornar uma pessoa acima de tudo respeitada!!" (palavras dela)... Eu sou de Macaé e minha família toda mora lá. Para qualquer problema que tenha, ela sai correndo e vem me acudir (risos)... É até engraçado, mas mãe é mãe!!!!
VOCÊ JÁ ATUOU NOS MAIS CONHECIDOS ESPETÁCULOS DE BALLET NO BRASIL E NO EXTERIOR. QUAL É O SEU PERSONAGEM PREFERIDO?
Sim, já fiz inúmeros personagens e acho que não tenho um preferido. Mas o Basílio de Don Quixote é muito divertido de fazer, me identifico muito. O Bobo da Corte de O Lago dos Cisnes é também fantástico de fazer. É pra cima, livre e com super alto astral, além de ser um personagem em que tudo é válido. Ele tem todas as possibilidades. E o Frédéri de L'Arlésienne é super desafiador, um personagem muito intenso, uma paixão com loucura, muito difícil de acertar o tom. Isso me deixa com ansiedade de estar no palco e fazer com que as pessoas entendam com apenas 40 minutos de história contada a grandiosidade deste personagem!! Espero poder fazer outros personagens com esse toque de atuação não só o técnico. Adoro desafios!!!
QUANTAS VEZES JÁ DANÇOU O QUEBRA-NOZES NO DECORRER DE SUA TRAJETÓRIA ARTÍSTICA E QUE PAPÉIS INTERPRETOU?
Já fiz O Quebra-Nozes por cinco temporadas. Fiz Boneco 1 do prólogo por duas temporadas, Dança Russa do 2° ato em todas as temporadas e Príncipe por quatro temporadas.
QUAIS OS PROJETOS PROFISSIONAIS PARA 2013?
Em 2013, já estou com a agenda um pouco cheia, além das temporadas do Theatro Municipal. Tenho algumas viagens a serem feitas, festivais de dança para abertura e encerramentos, galas para participações especiais, espetáculos de ballets completos e escolas de dança para participações especiais. Sempre com as bailarinas também do Theatro, as primeiras solistas Karen Mesquita e Priscilla Mota e a primeira bailarina Claudia Mota.
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