Theatro Municipal relembra antigos carnavais com Visita Guiada Teatralizada

A atividade, nos dias 4, 11 e 18 de fevereiro será conduzida por monitores fantasiados,
um deles caracterizado como o cronista João do Rio, contando histórias da folia.

Maior carnaval do mundo, conforme classificação do livro Guinness World Records desde 2004, a folia carioca é o tema da edição especial da Visita Guiada a ser realizada pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro – vinculado à Secretaria de Estado de Cultura (SEC) – nos 4, 11 e 18 de fevereiro. Com o título Theatro Municipal Relembra os Carnavais, a Visita Teatralizada será apresentada por monitores fantasiados, sendo um deles o narrador caracterizado como o personagem João do Rio, pseudônimo do jornalista e escritor Paulo Barreto (1881-1921), um dos maiores cronistas de sua época. Neste programa para toda a família, crianças e adultos vão conhecer um pouco da evolução do carnaval desde o fim do século XIX, cujas mudanças em boa parte tiveram como cenário a região da Cinelândia e da Avenida Rio Branco. Por ali passaram desfiles de ranchos, de grandes sociedades e dos cordões, que mais tarde viraram os blocos. Além de ouvir histórias, os visitantes serão convidados a cantarolar marchinhas e sambas, durante o trajeto entre os ambientes do Theatro.

O percurso começa pelo Salão Assyrio, onde os anfitriões farão uma breve introdução e conduzirão os grupos para o Foyer do Balcão Nobre, espaço que abriga o Piano de Chiquinha Gonzaga, que integra o acervo do Theatro Municipal. Alí ficarão sabendo, entre outras coisas, que foi esta compositora quem inventou a marchinha, ao criar Ó Abre Alas, e foi uma das primeiras mulheres no Brasil a tocar piano em público, uma atividade comum para os homens. Na sequência, todos serão acompanhados até a Varanda Rio Branco, área aberta para a Avenida, onde irão ouvir sobre os desfiles do corso – com foliões fantasiados passando, inicialmente, sobre carruagens enfeitadas alegoricamente e depois sobre calhambeques conversíveis – e também sobre as batalhas de confetes, esguichos de água e de lança-perfumes, quando os veículos se cruzavam perto da Avenida Beira-Mar, sobre os desfiles como o do Cordão da Bola Preta, que aconteceu pela primeira vez em 1918. Os visitantes também poderão observar deste ponto a Biblioteca Nacional, que guarda o registro do primeiro samba gravado, Pelo Telefone, composto em 1916 por de Donga e Mauro de Almeida. Mais adiante, todos serão levados até a Sala de Espetáculos, onde irão se surpreender ao saber que neste ambiente suntuoso eram realizados Bailes de Gala entre os anos 1950 e meados dos anos 1970, quando um dos grandes sucessos era Sassaricando (composta em 1951 por Luiz Antônio, Zé Mário e Oldemar Magalhães). As andanças carnavalescas terminam na área externa do Theatro, no Boulevard da Avenida Treze de Maio, local em que todos serão convidados a jogar confetes e serpentinas, cantando as marchinhas que entoaram durante o passeio, como Allah-lá-ô e Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim, entre outras.

Sobre João do Rio

Paulo Barreto (João P. Emílio Cristóvão dos Santos Coelho B.; pseudônimo literário: João do Rio), jornalista, cronista, contista e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro em 5 de agosto de 1881 e morreu na mesma cidade em 23 de junho de 1921. Era filho de educador Alfredo Coelho Barreto e de Florência Cristóvão dos Santos Barreto. Aos 16 anos, ingressou na imprensa. Estreou na literatura em 1904, com o livro As Religiões do Rio, uma coletânea de reportagens publicadas na Gazeta de Notícias. Foi eleito para a cadeira número 26 da Academia Brasileira de Letras – ABL, em 1910, na sucessão de Guimarães Passos e recebido pelo acadêmico Coelho Neto. Como um flâneur, ele observa as transformações do Rio de Janeiro de então. Na introdução de A Alma Encantadora das Ruas, diz: “Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem”. É essa síntese que alimenta sua obra, fundindo a reportagem e a crônica num gênero único e pouco comum, inventando a imagem do Rio de Janeiro da belle époque. Em 1918, estava no jornal Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio e o seu grupo de colaboradores. Surgiu então o pseudônimo de João do Rio, com o qual se consagraria literariamente. Seguiram-se outras redações de jornais, e João do Rio se notabilizou como o primeiro homem da imprensa brasileira a ter o senso da reportagem moderna.

SERVIÇO

O THEATRO MUNICIPAL RELEMBRA OS CARNAVAIS

Dias e Horários – 4, 11 e 18 de fevereiro

Às 11h e 13h

Local – Theatro Municipal do Rio de Janeiro

(Entrada pelo Boulevard da Avenida Treze de Maio, na esquina com a Rua Evaristo da Veiga)

Preços: 

  • Inteira – R$ 20,00
  • Meia-entrada – R$ 10,00

Número de visitante por grupo ­– 50 pessoas

Duração ­– 1h30min

Classificação etária ­– livre

Informações: (21) 2332-9191

Vendas na Bilheteria

Informações para imprensa: 2332-9238 / 98596-6489